segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ciência e nossos dias

De acordo com CHALMERS, as universidades americanas, num esforço de traduzir e transmitir maior confiabilidade e capacitação de seus cursos ao publico tem intitulado, cada vez mais, atividades de formação acadêmicas precedidas pela palavra ciência. Como por exemplo,sem qualquer demérito, as ciências políticas, ciências econômicas, ciências administrativas, etc.
Também nos relata que a importância que damos cada vez mais à ciência deve-se ao fato da mesma ser “a religião dos nossos tempos”, com seus cientistas ocupando o posto dos sacerdotes, tal como os positivistas de Auguste Comte. E que a ciência representa papel semelhante ao do cristianismo, em séculos passados. Principalmente quando ela nos dá a esperança de libertação da obscuridade e da ignorância.
Atualmente qualquer produto, pensamento ou instituição, que seja fruto direto ou indireto de alguma forma de ciência, passa a ter maior credibilidade após terem sido submetidos a uma quantidade de testes “científicos e certificações de instituições científicas”.Que deveriam atestar a, nem sempre, qualidade superior dos mesmos.
Torna-se razoável que, tais fatos levem grande parte da população; inclusive os cientistas; a manifestar e cultuar uma forma de pensar de que a ciência possui explicações, soluções e ajustes, para tudo.


Link do artigo completo : http://www.4shared.com/file/m8SpEePd/blog_ivp_2.html

Um comentário:

  1. Como diria Edgar Morin:
    ... As ciências humanas não tem consciência dos caracteres físicos e biológicos dos fenômenos humanos. As ciências natuarais não tem consciência da sua inscrição numa cultura, numa sociedade, numa história. As ciências não tem consciência do seu papel na sociedade. As ciências não tem consciência dos princípios ocultos que comandam as suas elucidações. As ciências não tem consciência de que lhes falta uma consciência. ..."
    in "Ciência com consciência" de Edgar Morin(2002)

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