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O Instituto Vale Paraibano de Psicossomática surgiu naturalmente da união de profissionais que comungam os mesmos propósitos terapêuticos e humanos. Sabemos que os processos patológicos nos levam a uma cisão e que nossas cisões também nos levam a esses processos. A re-união do individuo necessita de novas formas de olhar para o doente, seu meio e suas histórias.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
domingo, 8 de agosto de 2010
Os sentidos 3
O tato no contato
O uso de equipamentos de proteção individual, os tais EPI, transformaram os atendimentos clínicos em condutas seguras para o profissional e para o paciente.
Nos anos 80, com o aumento de pacientes com AIDS,esse procedimento tornou-se rotineiro.
Pacientes que diziam não ter AIDS estranhavam ( e os clínicos também!).
Achavam desnecessário,alguns se sentiam ofendidos!
J. era paciente no ambulatório odontológico de uma instituição de ensino .
HIV positivo, apresentava candidíase (prá quem não sabe é “sapinho”) na boca e na faringe.
Para atender HIV positivos,usávamos roupas cirúrgicas descartáveis, além do EPI.
Ficamos compadecidos pelo J..
Teve pneumonia.
Voltou ao hospital ficando em área de isolamento.
Sempre que dava um de nós ia vê-lo.
Medicado, melhorou.
E voltou para sua rotina de tratamento no ambulatório odontológico.
Certo dia , ao afastar seu lábio esqueci de por luvas e fui alertado pelo J. !
Disse a ele que estava tracionando a sua bochecha e assim não tocaria em mucosa.
Segundo J., há muito, não sentia o toque de outra pele na sua.
Sempre havia uma luva entre este gesto. Pediu para tocar suas mãos em nossas mãos.
Feliz. Falou que voltou a ser gente!
J. morreu das complicações da AIDS.
Pneumonia.
Para J., que nos ensinou a importância do tato no contato!
Marco Mammoli
Os sentidos 2
Lavândula
As sensações dos aromas e dos gostos...
A gente sabe, desde que nasce, que aromas e gostos nos guiam.
Que nem faro de bicho.
Aroma e gosto de doce pela casa dizendo que o fim de semana está próximo...
De bolo dizendo que vai ter visita...
De gemada com canela dizendo abraço quentinho...
De café dizendo bom dia!
De perfume dizendo estou limpo...
De terra molhada dizendo que chove.
De flores dizendo bem vindo!
De goiaba dizendo infância...
Ah! E de cravo dizendo doce de abóbora!
Aromas e gostos nos falam em silêncio.
E tempos depois, nos colocam nesses cenários novamente.
Aromas e gostos trazem sensações várias para cada um de nós.
Mas,sensações que dependem do contexto em que elas ocorreram.
Para uns falam,com saudade,de boas lembranças das nossas “pequenas” alegrias.
Para outros nem tanto!
Nem só memórias agradáveis são evocadas pelos aromas e gostos.
Me recordo de uma senhora,viúva, que apresentava DCM, e enjoava com o cheiro do óleo de cravo. Daquele usado em curativos dentais e que dão aquele cheirinho de consultório odontológico.
Dizia que o cheiro de cravo a deixava com “muita raiva e irritada”!
Mudamos para o primeiro horário. Janelas abertas,incenso de lavanda.
Sem cheiro residual do cravo no ambiente.
Ao final do tratamento, me disse o porquê de tal intolerância ao cravo.
Seu marido, quando vinha mascando cravo, invariavelmente a possuía à força e com violência.
Durante todo o seu casamento!
Sensações escritas com tinta invisível nos corações,algumas difíceis de apagar quando precisamos!
Marco Mammoli
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Os sentidos
O garoto, o mar e os sentidos
Esta me foi contada há muito tempo, e dizia mais ou menos assim :
“ um garoto beduíno , de dez e poucos anos, nunca tinha visto o mar.
Seu pai e seus tios já tinham visto e lhe contavam sobre o tamanho e a cor do mar.
Além do barulho das ondas, do cheiro, do gosto da água salgada e do céu.
Coisas muito diferentes do que eles viam em suas andanças pelo o deserto.
Eles sempre diziam que um dia ele veria também o mar. E ele sonhava com esse mar.
Conhecedores do tempo e das distâncias, certa vez disseram: o mar está próximo, há um dia de viagem ou menos!
Ele se lança na frente e com rapidez quer ver esse mar, esse “deserto de agua” como seu pai e tios diziam.
Ao chegar no alto da última duna ,entre o deserto e a praia, ficou estarrecido e logo que pode gritava o mais alto que conseguia :
Pai, tios corram , venham rápido...me ajudem a ver e ouvir esse mar”!
Um Vale
Meu vale é um espaço entre duas cordilheiras de montanhas. Ele tem um rio.
Bem grande. E vários pequenos que a gente pode chamar de “corguinho”.
Quase sempre tem um rio nos vales. Lá na sua parte mais baixa.
E pessoas. Ah !, bichos também.
Em suas encostas se vêm quaresmeiras de todas as cores, brancas ,roxas, mais ou menos roxas, lilases. Todas esparramadas como se um pintor impressionista tivesse, displicentemente, salpicado seus pincéis numa tela de matizes verdes !
É bonito de se ver!
Na margem direita a gente pode ver os contornos de uma serra e na margem esquerda os de outra serra.
Contornos esses que ,dependendo da altura do Sol ou da Lua ,parecem o recorte de alguém com preguiça, bem largadão!
Do alto, essas serras mais parecem duas mãos ,em concha, pegando aquela linha de água!
Tem lugar que ela é cheia, tem lugar que é fininha, tem lugar que ela some, tem lugar que ela aparece...
Até podia ser uma linha da vida ou do destino ,de todos nós.
E da mãe terra, e agora sim , de todos nós também!
O meu vale é acolhimento!
Marco Mammoli
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Quem somos
Professora Lucia Helena Cortez
Psicóloga e Terapeuta Floral.
Lucia Helena Cortez, inicia sua atuação profissional como psicóloga e terapeuta floral em 1985.
Desde 1995, vem apresentando -se em simpósios, congressos e palestras abordando e discutindo temas atuais como: A crise de cura, A doença como caminho na busca do equilíbrio interior, Depressão, Ansiedade, Medo, Agressividade, O significado da vida, O amor e o perdão, a Esperança, Auto estima, entre outros temas.
No ano de 1997 criou a vivência “ Alquimia do coração” sendo sua coordenadora e facilitadora.
Em 2000 lança seu livro “Celebrando a vida ,Celebrando a si mesmo” na bienal do livro em São Paulo e em várias cidades do interior .
Curriculum resumido
Especialista em Psicodinâmica Psicanalítica –Instituto SEDES SAPIENTIAE –SP.
Especialista em Psicossomática –FACIS IBEHE –SP
Terapeuta Floral com formação no Brasil e no exterior.
Utiliza os sistemas: Bach (Inglaterra), Califórnia (EUA), Alasca (EUA) Holanda, Brasileiros, Minas, Saint-Germain, Geo - alquímico.
Co-criadora do sistema Geo-alquímico.
Palestrante em congressos no Brasil e no exterior.
Autora do livro “Celebrando a vida”.
Co-autora do livro “Psicossomática”.
Professora de Psicossomática e Terapia Floral do IVP.
Diretora clínica do Instituto Vale Paraibano de Psicossomática-IVP.
Atua como Psicóloga e Terapeuta Floral desde 1985.
.
Professor Marco Mammoli
Cirurgião Dentista e Terapeuta Floral
Marco Mammoli, graduou – se em odontologia em 1984, entre 1985 a 1989 atuou como docente universitário nos departamentos de medicina e de odontologia .
Em1986 atua como Cirurgião na especialidade de CTBMF em vários hospitais da região até 1992.
Desde 1990 exerce a docência nas áreas de Ortopedia Facial, Psicossomática e DCM em várias associações e Institutos de ensino.
A partir de 2003 assume como professor coordenador da cadeira de Ortopedia Facial dos cursos de aperfeiçoamento e especialização e pós - graduação da Associação Brasileira de Odontologia – ABO - São Paulo regional Vale do Paraíba .
Em 2004 integra a equipe do Instituto Vale Paraibano de Psicossomática, atuando nas DCMs.
Apresenta -se em simpósios, congressos e palestras expondo temas sobre Crescimento Facial, Dores nas DCMs e a Psicossomática das DCMs, entre outros.
curriculum resumido
Residência em Odontologia Hospitalar e CTBMF - Hospital Santa Catarina-SP.
Pós-graduado e especialista em Ortopedia Facial e Ortodontia - Uni - Castelo-SP
Especialista em Psicossomática - FACIS IBEHE - SP
Coordenador em Ortopedia Facial da Associação Brasileira de Odontologia - Vale do Paraíba - SP
Professor de Psicossomática e Terapia Floral do Instituto Vale Paraibano de Psicossomática - IVP.
Co-criador do sistema Geo-alquímico.
Co-autor do livro “Psicossomática”.
Atua em consultório particular e em ensino superior desde 1985.
Sobre o Instituto Vale Paraibano de Psicossomática
O Instituto Vale Paraibano de Psicossomática surgiu naturalmente da união de profissionais que comungam os mesmos propósitos terapêuticos e humanos.
Sabemos que os processos patológicos nos levam a uma cisão e que nossas cisões também nos levam a esses processos.
A re-união do individuo necessita de novas formas de olhar para o doente, seu meio e suas histórias.
A compreensão e tratamento desse estado, por vezes doloroso, justificam o preparo de profissionais que estejam em comunhão e compromisso não só com a vida, mas com o viver mais pleno, com qualidade de vida e consciência a que todos temos por direito.
Profissionais com tal nível de compreensão e comprometimento fazem a diferença num processo terapêutico humano, que cada vez mais necessita de compreensão e compaixão por parte de todos os envolvidos nesse episódio, ou seja: do curador, do paciente e de seu meio.
Em saúde, as atitudes preventivas são o melhor método de se manter indivíduos saudáveis.
Saber sobre os mecanismos, bio psico sociais e espirituais ,que aumentam a susceptibilidade do adoecer de um indivíduo é prevenção!
A psicossomática é uma ciência que se utiliza da observação,do estudo e tratamento clínico,social, físico e emocional do paciente, em todos os seus aspectos, abordando-o em sua forma integral.
Ao propor equilibrar a psique e o soma ,bem como as ações e reações do indivíduo e o meio que o cerca , acaba não só tornando -se um excelente meio de diagnóstico como sendo um excelente método terapêutico em qualquer área da saúde em que o sofrimento esteja ,ou possa estar ,presente .
A utilização da psicossomática permite que as doenças sejam diagnosticadas e tratadas antes que suas manifestações as tornem , repetitivas ,irreversíveis ou pelo menos comprometedoras ao seu portador.
Para nós ,cuidadores, será uma caminhada difícil por vezes conflituosa,com lágrimas, medos ,raivas que testam os limites da impotência humana!
Mas sempre haverá aprendizado,trocas,e também expectativas quanto à gratidão e reconhecimento que nem sempre serão satisfeitas.
Um cuidador preparado saberá lidar com a falta de reconhecimento e gratidão.
Entenderá que às vezes não haverá espaço para que elas se manifestem,mas nem por isso seu trabalho foi insignificante!
Um abraço
Marco Mammoli
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Novos artigos
Aqui estão os novos Links!
O evolucionismo e o estresse
Psicossomática 1
a medicina complementar
Aproveitem !
abracos , Luca
O evolucionismo e o estresse
Psicossomática 1
a medicina complementar
Aproveitem !
abracos , Luca
domingo, 9 de maio de 2010
O Cuidador
O adoecer, a cura e a morte...
Na Antiguidade o adoecer, a cura e a morte eram considerados manifestações de forças sobrenaturais.
A procura de resoluções baseavam-se em rituais anímico-religiosos. As práticas terapêuticas, as concepções de vida, de saúde e de morte eram intimamente ligadas a essas crenças e a esses rituais.
Além de estarem ligados a fatores místicos e religiosos, foram ficando vinculados às qualidades pessoais; fatalidades; punições e a purificação da matéria e do espírito. Tal qual eram na antiguidade,idade média,etc,etc.
O adoecer, a cura e a morte evocavam julgamentos a respeito do caráter do paciente quanto a aplicabilidade da doença,de sua força e de a quantas anda minha vida com o “deus”.
Desse modo as qualidades morais ,espirituais e físicas do paciente, diante desse enfrentamento,eram julgadas.
Link do artigo completo: http://www.4shared.com/file/KXHJmpjV/blog_IVP_3_o_cuidador.html
Na Antiguidade o adoecer, a cura e a morte eram considerados manifestações de forças sobrenaturais.
A procura de resoluções baseavam-se em rituais anímico-religiosos. As práticas terapêuticas, as concepções de vida, de saúde e de morte eram intimamente ligadas a essas crenças e a esses rituais.
Além de estarem ligados a fatores místicos e religiosos, foram ficando vinculados às qualidades pessoais; fatalidades; punições e a purificação da matéria e do espírito. Tal qual eram na antiguidade,idade média,etc,etc.
O adoecer, a cura e a morte evocavam julgamentos a respeito do caráter do paciente quanto a aplicabilidade da doença,de sua força e de a quantas anda minha vida com o “deus”.
Desse modo as qualidades morais ,espirituais e físicas do paciente, diante desse enfrentamento,eram julgadas.
Link do artigo completo: http://www.4shared.com/file/KXHJmpjV/blog_IVP_3_o_cuidador.html
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